Indicação
Sedativo moderado, hipnótico e no tratamento de distúrbios do sono associados à ansiedade.
Apresentação
Cápsula dura 215 mg
Composição
Valeriana officinalis L
Dose terapêutica
Cada cápsula dura contém 1,72 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico.
Posologia
Ingerir 1 cápsula dura, 3 vezes ao dia, a cada 8 horas. A dose diária máxima não deve ultrapassar 18 cápsulas.
Farmacodinâmica
A valeriana exerce seus efeitos principalmente por modular o sistema do ácido gama-aminobutírico (GABA), promovendo aumento da concentração desse neurotransmissor na fenda sináptica. Esse efeito é atribuído aos terpenos, especialmente ao ácido valerênico e seus derivados (valerenal, ácido acetoxivalerênico e ácido hidroxivalerênico), e aos valepotriatos (diidrovaltrato, valtrato e acevaltrato), que inibem a degradação do GABA, reduzem sua recaptação e estimulam sua liberação. Além disso, a presença de elevados níveis de glutamina no extrato pode contribuir para esse mecanismo, uma vez que esse aminoácido atravessa a barreira hematoencefálica, é captado pelos terminais nervosos e convertido em GABA. O aumento da neurotransmissão gabaérgica está relacionado à atividade sedativa e à indução do sono. Os valepotriatos também exercem ação sobre o corpo amigdaloide e o hipocampo, estruturas envolvidas na regulação da ansiedade e do sono, além de apresentarem efeito espasmolítico, provavelmente por influenciarem a entrada de cálcio nas células musculares.
Reações adversas
Efeitos raros: Tontura, indisposição gastrointestinal, alergias de contato, dor de cabeça e midríase. Com o uso em longo prazo podem ocorrer cefaléia, cansaço, insônia, midríase e desordens cardíacas. O uso crônico de altas doses por muitos anos aumentou a possibilidade de ocorrência de síndrome de abstinência com a retirada abrupta do medicamento.
Precaução
Devido ao efeito sedativo, não devem ser realizadas atividades como dirigir ou operar máquinas. Pode potencializar o efeito de outra substâncias depressoras do Sistema Nervoso Central, inclusive o álcool. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou lactantes sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Não deve ser utilizados por pessoas com síndrome de má absorção de glicose-galactose.
Contraindicação
Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, crianças menores de 3 anos, concomitante ao uso de barbitúricos, anestésicos ou benzodiazepínicos e outros fármacos depressores do sistema nervoso central, bem como juntamente com a ingestão de bebidas alcoólicas.
Intoxicação
Em casos de superdosagem podem ocorrer sintomas adversos leves como fadiga, cãimbras abdominais, tensionamento do tórax, tontura, tremores e midríase que desapareceram no período de 24 horas após descontinuação do uso. Altas doses podem causar bradicardias, arritmias e reduzir a motilidade intestinal.
Considerações particulares
Administrar de 30 minutos a 2 horas antes de dormir. Este medicamento pode auxiliar na síndrome de abstinência de benzodiazepínicos. A duração de tratamento deve ser definida pelo médico. Contêm corante amarelo de TARTRAZINA, que pode causar reações alérgicas, como a asma, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.
Armazenamento
Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC, protegido da luz e umidade. Não utilizar após prazo de validade indicado na embalagem.
Descarte
Não descartar em lixo doméstico ou vaso sanitário. Descartar em pontos de coleta, como farmácias comunitárias e unidades básicas de saúde, conforme políticas locais.
Prescrição
NecessáriaFitoterápico sob prescrição (RDC nº 882, de 14 de junho de 2024).
Planta de origem

Valeriana officinalis L
Valeriana, erva-de-gato
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC Nº. 84, de 17 de junho de 2016. Memento Fitoterápico: Farmacopeia Brasileira, 1. ed., Brasil, 17 jun. 2016. CALMAZIL: cápsula dura. Responsável técnico Rodrigo Rebelo Peters. Pedras Grandes, SC. Airela Indústria Farmacêutica Ltda, 2026. Bula de remédio.
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