Indicação
Tratamento de sintomas da insuficiência venosa e fragilidade capilar.
Apresentação
Comprimido revestido 100 mg
Composição
Aesculus hippocastanum L.
Dose terapêutica
Cada comprimido contém de 21 mg de glicosídeos triterpênicos expressos em escina anidra.
Posologia
Ingerir de 1 comprimido, 3 vezes ao dia.
Farmacodinâmica
Propõem-se que os ativos presentes, como a escina, promovam estabilização das membranas dos lisossomas que contêm colesterol, resultando na redução da atividade das enzimas lisossomais (que são elevadas durante uma patologia venosa) inibindo a decomposição do glicocálix na região da parede capilar, reduzindo a permeabilidade vascular. Assim, a filtração de proteínas e baixo peso molecular, eletrólitos e água para o interstício é inibida pela redução da permeabilidade vascular, promovendo diminuição da incidência de edemas, aumento no tônus venoso e redução da fragilidade capilar. Desta forma, ativa a circulação sanguínea e favorece o retorno venoso, auxiliando na diminuição da inflamação venosa e na prevenção e tratamento das varizes e hemorroidas.
Reações adversas
Prurido, náuseas e desconforto gástrico. Raramente pode ocorrer irritação da mucosa gástrica e refluxo.
Precaução
Foi relatada toxicidade renal e hepática em pacientes pré-dispostos. Não deve ser administrado concomitantemente a anticoagulantes orais, pois pode potencializar o efeito anticoagulante. Cerca de 86–94% de escina ligam-se às proteínas plasmáticas, podendo interferir na distribuição de outras drogas. Há indícios de que a absorção de escina seja maior em crianças, predispondo-as a uma maior toxicidade. Um caso de falência renal após administração concomitante de escina e o antibiótico gentamicina foi relatado.
Contraindicação
Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula e a escina, menores de 12 anos, grávidas, pacientes com insuficiência renal ou hepática, concomitante ao uso de anticoagulantes orais e fármacos potencialmente nefrotóxicos, pessoas com síndrome de má absorção de glicose-galactose e com insuficiência de sacarose-isomaltose.
Intoxicação
Pode causar vômitos, diarreia, fraqueza, espasmos musculares, dilatação da pupila, falta de coordenação, distúrbios da visão e da consciência, irritação da mucosa gástrica e refluxo. Quando grande quantidade de escina é absorvida através da mucosa gastrintestinal irritada ou lesionada, pode ocorrer hemólise, com dano renal associado.
Considerações particulares
O limite máximo de administração por dia é de 4 comprimidos.
Armazenamento
Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC, protegido da luz e umidade. Não utilizar após prazo de validade indicado na embalagem.
Descarte
Não descartar em lixo doméstico ou vaso sanitário. Descartar em pontos de coleta, como farmácias comunitárias e unidades básicas de saúde, conforme políticas locais.
Isento de prescrição
MIPFitoterápico isento de prescrição, conforme Instrução Normativa IN nº 285, de 7 de março de 2024.
Planta de origem

Aesculus hippocastanum L.
Castanha da Índia, castanheiro-da-índia
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Instrução Normativa nº 285, de 7 de março de 2024. Define a Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição. Brasil, 7 de março de 2024. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC Nº. 84, de 17 de junho de 2016. Memento Fitoterápico: Farmacopeia Brasileira, 1. ed., Brasil, 17 jun. 2016. CASTANHA DA ÍNDIA ATALAIA: drágea. Responsável técnico César Gomes de Queiroz. Rio de Janeiro, RJ: Farmabraz Beta Atalaia Farmacêutica Ltda., 2005. Bula de remédio. EMA, European Medicines Agency. Community herbal monograph on Aesculus hippocastanum L., semen. Amsterdam: Committee on Herbal Medicinal Products (HMPC), Revision 1, 2020. Disponível em: <https://www.ema.europa.eu/documents/herbal-monograph/european-union-herbal-monograph-aesculus-hippocastanuml-semen-final-revision-1_en.pdf
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