Indicação
Constipação ocasional e em condições nas quais a defecação com fezes amolecidas é necessária, como na ocorrência de fissura anal e após operação reto-anal. Indicado também na preparação de intervenção diagnóstica no trato gastrintestinal.
Apresentação
Cápsula gelatinosa dura 34 mg
Composição
Senna alexandrina Mill.
Dose terapêutica
Cada cápsula contém 11,9 mg de derivados de hidroxiantracênicos, calculados como senosídeo B.
Posologia
Ingerir 1 a 2 cápsulas ao deitar.
Farmacodinâmica
Atua estimulando os movimentos do cólon e amolecendo o conteúdo intestinal. Os senosídeos A e B presentes no extrato são convertidos pelas bactérias do intestino grosso em seus metabólitos ativos. Estes geram uma irritação nas paredes do intestino, resultando em mais contrações que aceleram a motilidade intestinal e induz ao aumento da frequência das evacuações. Além disso, também estimula a formação de muco e ativa a secreção de cloretos, o que resulta no aumento da secreção de fluidos.
Reações adversas
Pode raramente ocorrer vômitos, espasmos e cólica abdominal.
Precaução
Este produto só deve ser utilizado se um efeito terapêutico não puder ser obtido por uma mudança de dieta ou pela administração de agentes formadores de bolo (ou de volume). Em pacientes idosos, o uso contínuo de laxantes pode ocasionar exacerbação da fraqueza, por isso, recomenda-se administrar metade da dose. O uso prolongado e excessivo pode levar a desequilíbrio hidroeletrolítico e hipocalemia, além de dependência, lentidão ou inibição da motilidade intestinal. Não ultrapassar 2 semanas de uso. Pode ocorrer interação medicamentosa com glicosídeos cardíacos, antiarrítmicos, nifedipina, indometacina, diuréticos tiazídicos, adrenocorticosteroides ou raiz de alcaçuz. Este produto reduz o tempo de trânsito intestinal, podendo reduzir a absorção de drogas como anticoncepcionais.
Contraindicação
Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, menores de 10 anos, grávidas, lactantes, pacientes com dor abdominal aguda, náusea, vômito ou constipação intestinal crônica, obstrução e estenose intestinal, apendicite, sintomas abdominais não diagnosticados, atonia, cistite, hemorroida, desidratação severa com depleção de água e eletrólitos e doenças inflamatórias intestinais, como colite ulcerosa e Doença de Crohn. Não deve ser administrado a pacientes com insuficiência hepática, renal ou cardíaca.
Intoxicação
A superdosagem provoca cólicas fortes, vômitos, náuseas e diarreia; desequilíbrio hidroeletrolítico, especialmente de potássio, podendo ocorrer hipocalemia, levando a disfunção cardíaca e neuromuscular. Também pode ocorrer hiperaldosterismo, albuminúria, hematúria, inibição da motilidade intestinal, fraqueza muscular, cólon atônico, pigmentação reversível da mucosa intestinal, a qual é denominada melanosis coli. Raramente, o uso abusivo pode provocar arritmia cardíaca, nefropatia, edema, deterioração óssea acelerada, caquexia e hipoglobulinemia sanguínea.
Considerações particulares
As antraquinonas presentes no extrato podem alterar a coloração da urina, deixando-a mais amarelada ou marrom avermelhada. Entretanto, esta alteração de cor não é clinicamente significante, mas pode interferir em resultados de exames laboratoriais.
Armazenamento
Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC, protegido da luz e umidade. Não utilizar após prazo de validade indicado na embalagem.
Descarte
Não descartar em lixo doméstico ou vaso sanitário. Descartar em pontos de coleta, como farmácias comunitárias e unidades básicas de saúde, conforme políticas locais.
Isento de prescrição
MIPFitoterápico isento de prescrição, conforme Instrução Normativa IN nº 285, de 7 de março de 2024.
Planta de origem

Senna alexandrina Mill.
Sene, sena
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Instrução Normativa nº 285, de 7 de março de 2024. Define a Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição. Brasil, 7 de março de 2024. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC Nº. 84, de 17 de junho de 2016. Memento Fitoterápico: Farmacopeia Brasileira, 1. ed., Brasil, 17 jun. 2016. NATULAXE: cápsula gelatinosa dura. Responsável técnico Olavo Souza Rodrigues. Santo Antônio de Jesus, BA: Natulab Laboratório S.A., 2022. Bula de remédio.
As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde. Não interrompa nem inicie tratamento por conta própria.
