Indicação
Auxiliar digestivo destinado ao tratamento dos sintomas da má digestão e constipação intestinal ocasional de origem inespecífica, indicado em casos de má digestão causada por excessos alimentares. Por ser um laxante suave, é indicado em casos de constipação intestinal ocasional de origem inespecífica (prisão de ventre).
Apresentação
Solução oral 0,18 mL/mL + 4 mg/mL
Composição
Aloe ferox Mill., Gentiana lutea L.
Dose terapêutica
Cada 1 mL contém 89,00 μg de gentiopicrosídeo e 1,80 mg de aloína.
Posologia
Ingerir 1 colher (15 mL), 1 vez ao dia, puro ou diluído em 50 mL de água (como digestivo). Ingerir 1 colher (15 mL) antes de dormir (como purgativo).
Farmacodinâmica
A aloína, pertencente à classe das antraquinonas, estimula a mobilidade no cólon, aumentando a propulsão e acelerando a motilidade, reduzindo a absorção de líquidos da massa fecal e, assim, aumentando a concentração de água no intestino grosso. Em associação com Gentiana lutea L., atua aumentando as secreções gástricas, que facilitam a ação digestiva.
Reações adversas
Ainda não foram relatadas reações adversas referentes ao uso de Olina. Entretanto, algumas reações adversas em relação às espécies vegetais que a compõem incluem: cólicas gastrointestinais, diminuição da motilidade intestinal (associando ao uso prolongado) e arritmias cardíacas.
Precaução
O uso prolongado pode causar hipocalemia, potencializando a toxicidade dos digitálicos e as arritmias, quando administrado concomitantemente com drogas antiarrítmicas. A interação com diuréticos tiazídicos, esteróides corticoadrenais e raiz de alcaçuz pode aumentar a depleção de potássio. Laxativos estimulantes podem reduzir o trânsito intestinal e a absorção de medicamentos administrados ao mesmo tempo. A presença de álcool na formulação, dependendo da dose ingerida, pode interagir com medicamentos ou causar alterações em exames laboratoriais. O limite máximo de uso diário é de 15 mL do produto. Os laxantes estimulantes não devem ser tomados por mais de 1 – 2 semanas sem orientação médica. O uso por tempo maior do que o recomendado pode causar lentidão intestinal, perda de eletrólitos (em particular íons potássio, podendo ocorrer hipocalemia, hiperaldosteronismo, albuminúria, hematúria, inibição da motilidade intestinal e fraqueza muscular), inflamação crônica da mucosa, com acúmulo de pigmentos melânicos em leucócitos e apoptose de células do cólon. As lesões pigmentadas de pseudomelanose coli desaparecem com a interrupção do tratamento.
Contraindicação
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula, lactantes, menores de 16 anos, pacientes com úlcera gástrica, pancreatite aguda ou crônica, constipação crônica, abdômen agudo, dor abdominal, doenças inflamatórias intestinais agudas (colites, Doença de Crohn), obstrução intestinal, apendicite, dor abdominal de origem desconhecida, desordens renais, pacientes em recuperação alcoólica, com problemas hepáticos ou que estejam fazendo uso de outros fármacos com potencial interação com etanol, como bupropiona, e produtos com paracetamol, diabéticos.
Intoxicação
Cólicas, diarreias e sintomas de intoxicação por etanol.
Considerações particulares
Atenção diabéticos: contém açúcar. Contém álcool no teor de 37%. Pode causar alteração na coloração da urina. Olina é um medicamento de uso ocasional, ou seja, não deve ser utilizado de forma contínua.
Armazenamento
Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC, protegido da luz e umidade. Não utilizar após prazo de validade indicado na embalagem.
Descarte
Não descartar em lixo doméstico ou vaso sanitário. Descartar em pontos de coleta, como farmácias comunitárias e unidades básicas de saúde, conforme políticas locais.
Isento de prescrição
MIPFitoterápico isento de prescrição, conforme Instrução Normativa IN nº 285, de 7 de março de 2024.
Plantas de origem

Aloe ferox Mill.
Aloe-do-cabo, aloe amargo, babosa amarga, babosa

Gentiana lutea L.
Genciana
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Instrução Normativa nº 285, de 7 de março de 2024. Define a Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição. Brasil, 7 de março de 2024. OLINA: solução oral. Responsável técnico Vinicius A. Predebon. Porto Alegre, RS: Laboratório Wesp Ltda., 2010. Bula de remédio.
As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde. Não interrompa nem inicie tratamento por conta própria.
