Indicação
Tratamento de constipação intestinal ocasional e como laxativo.
Apresentação
Cápsula dura 100 mg
Composição
Senna alexandrina Mill.
Dose terapêutica
Cada cápsula contém 10 mg de derivados hidroxiantracênicos expressos em senosídeo B.
Posologia
Ingerir 2 cápsulas ao deitar. Recomenda-se não exceder o período de 7 dias de tratamento.
Farmacodinâmica
Atua estimulando os movimentos do cólon e amolecendo o conteúdo intestinal. Os senosídeos A e B presentes no extrato são convertidos pelas bactérias do intestino grosso em seus metabólitos ativos. Estes geram uma irritação nas paredes do intestino, resultando em mais contrações que aceleram a motilidade intestinal e induz ao aumento da frequência das evacuações. Além disso, também estimula a formação de muco e ativa a secreção de cloretos, o que resulta no aumento da secreção de fluidos.
Reações adversas
Pode ocasionar desconforto no trato gastrointestinal, com presença de espasmos e cólicas abdominais. As antraquinonas podem alterar a cor da urina para amarela escura ou marrom avermelhada, o que desaparece com a suspensão do uso do fitoterápico. O acúmulo de macrófagos pigmentados no interior da submucosa intestinal pode ocorrer após o uso prolongado, porém é inofensiva e desaparece com a descontinuação do fitoterápico. No uso abusivo (ou por longo prazo) podem ocorrer distúrbios no balanço hidroeletrolítico.
Precaução
Não utilizar excessivamente ou por períodos prolongados, pois pode causar sangramento retal, retardo dos movimentos intestinais, diarreia com consequente perda de fluidos e eletrólitos (principalmente hipocalemia), potencializando a toxicidade dos digitálicos e a interação com drogas antiarrítmicas. Em pacientes idosos, o uso contínuo pode exacerbar fraqueza e hipotensão ortostática. Pode haver redução da absorção de drogas administradas oralmente, o que deve ser lembrado por mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais. O uso concomitante com outros medicamentos que induzem à hipocalemia, como diuréticos tiazídicos, adrenocorticosteróides ou raiz de alcaçuz, pode exacerbar o desequilíbrio eletrolítico. Pode haver interação com a nifedipina, indometacina e outros anti-inflamatórios não esteroidais.
Contraindicação
Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, menores de 12 anos, grávidas, lactantes, pacientes com constipação intestinal crônica, distúrbios intestinais, dores abdominais, doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn, retocolite ulcerativa), apendicite, desidratação grave com perda de água e eletrólitos e em pacientes portadores de diabetes mellitus de difícil controle. O uso de S. alexandrina pode reduzir a absorção de fármacos, como por exemplo os estrógenos (anticoncepcionais orais) e pode também potencializar o efeito de glicosídeos cardiotônicos (digitálicos) e as arritmias cardíacas ou os efeitos antiarrítmicos, quando uso concomitante com quinidina. O uso simultâneo com outros medicamentos que induzem à hipocalemia, como diuréticos tiazídicos, adrenocorticosteroides ou raiz de alcaçuz, pode exacerbar o desequilíbrio eletrolítico, resultando em disfunções cardíacas e neuromusculares. Pode haver interação com a nifedipina e indometacina e outros anti-inflamatórios não hormonais.
Intoxicação
Os principais sintomas da superdosagem são dores abdominais, espasmos, náusea, cólicas e diarreias severas, com consequente perda excessiva de fluidos e eletrólitos.
Considerações particulares
Este produto só deve ser utilizado se um efeito terapêutico não puder ser obtido por uma mudança de dieta e nos hábitos. Para tratamento de constipação crônica ou habitual, recomenda-se recorrer a laxantes mecânicos ou agentes formadores de massa. Recomenda-se que o uso não ultrapasse o período de 1 a 2 semanas consecutivas. As antraquinonas presentes no extrato podem alterar a coloração da urina e influenciar nos resultados do exame de urina.
Armazenamento
Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30 ºC, protegido da luz e umidade. Não utilizar após prazo de validade indicado na embalagem.
Descarte
Não descartar em lixo doméstico ou vaso sanitário. Descartar em pontos de coleta, como farmácias comunitárias e unidades básicas de saúde, conforme políticas locais.
Isento de prescrição
MIPFitoterápico isento de prescrição, conforme Instrução Normativa IN nº 285, de 7 de março de 2024.
Planta de origem

Senna alexandrina Mill.
Sene, sena
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Instrução Normativa nº 285, de 7 de março de 2024. Define a Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição. Brasil, 7 de março de 2024. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC Nº. 84, de 17 de junho de 2016. Memento Fitoterápico: Farmacopeia Brasileira, 1. ed., Brasil, 17 jun. 2016. SENE HERBARIUM: cápsula dura. Responsável técnico Gislaine B. Gutierrez. Herbarium Laboratório Botânico Ltda., 2020. Bula de remédio.
As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a orientação de um profissional de saúde. Não interrompa nem inicie tratamento por conta própria.
